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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

atualidades - energia fontes e crises

ENERGIA FONTES E CRISES
A energia é considerada um dos bens mais importantes de uma nação, sendo um dos itens analisados para medir o desenvolvimento de um país. As fontes de energia também estão diretamente ligadas ao meio ambiente, de modo que o uso de qualquer fonte deve levar em conta o impacto ambiental causado.
Mas para compreender a questão energética de forma aprofundada, precisamos entender o que é energia e as funções dela para a sociedade.

Uma das primeiras formas de energia é a humana. Através do alimento que ingerimos podemos realizar diversas atividades. Depois, a descoberta do fogo permitiu um salto na qualidade de vida da humanidade: o homem passou a interferir de forma mais concreta na realidade, cozinhando o alimento, aquecendo-se, transformando outros materiais.

Desde cedo, o ser humano também descobriu que poderia usar os animais como fonte de energia para realizar trabalhos na lavoura ou para o transporte. Passou a utilizar a energia do vento através de moinhos, que da mesma forma, podiam ser movidos pela força das águas.

A história do homem é marcada pela utilização da energia. A cada nova descoberta, uma nova etapa no desenvolvimento da civilização. Assim, é a partir da Revolução Industrial que se passou a fazer uso da máquina a vapor. Ela aumentou o rendimento nas fábricas ao substituir a energia gerada por seres humanos. A invenção marcou a mecanização do trabalho, transformando para sempre os métodos tradicionais de produção.

Com a invenção da eletricidade, mais transformações ocorreram e uma série de confortos passou a fazer parte de nosso cotidiano. De lá pra cá, o consumo energético em todo mundo tem aumentado de forma assombrosa.

A energia necessária para abastecer o planeta aumentou em 922% durante o século passado. Pesquisas mostram que na passagem do século 19 para o 20, o mundo consumia o equivalente a 911 milhões de toneladas de óleo, o que representa agora apenas o uso de óleo na América Latina. O consumo per capita aumentou em 260%. Mesmo assim, este consumo não é distribuído de forma igualitária. Os 5% mais ricos da população mundial consomem 58% da energia disponível, enquanto os 50% mais pobres, menos de 4% dessa energia. Estima-se que dois bilhões de pessoas no planeta ainda vivem sem ter acesso à energia elétrica e dependem exclusivamente da utilização de combustíveis fósseis. Somente na China, 100 milhões de pessoas vivem nessa condição.

Em meados do século XXI seremos 10 bilhões de pessoas em todo o mundo, o que pode significar três vezes mais consumo que o atual. Alguns analistas não são otimistas e prevêem uma crise mundial de abastecimento energético.

As opções para evitar a crise são combustíveis fósseis como o carvão, que possui reserva maior que a de petróleo e gás que estão sendo reduzidas ano-a-ano; a energia nuclear por fissão e fusão; além das energias renováveis que envolvem diretamente o uso da luz solar, da força das águas, do vento e da biomassa.

SAIBA MAIS!
- A energia térmica e luminosa liberada pelo fogo foi a primeira a ser controlada pelos ancestrais do homem, há 500 mil anos. A madeira era o principal combustível utilizado na época;
- As carroças movidas por animais surgiram em 3.500 a.C. na Suméria. A roda d'água surge em 3000 a.C, na Babilônia.
- A China adotou o carvão como fonte de energia por volta de 1.000 a.C. À medida que o carvão da superfície escasseava, ele começou a ser escavado, mas não conseguiu substituir a madeira.
- Em 1640, o petróleo foi extraído de um poço na Itália e começou a ser utilizado na iluminação de rua.
- Em 1901, Pierre Curie descobriu que cada grama de rádio liberava 140 calorias por hora. A descoberta indicou a existência da energia radioativa, que mais tarde seria chamada de energia atômica.
Fonte: http://www.portaltosabendo.com.br/index.php/atualidades/visualizar/energia-fontes-e-crises

ENERGIA NUCLEAR: VANTAGENS E RISCOS30/07/2008
Tendo em vista a provável escassez do petróleo e a poluição causada pela queima de combustíveis fósseis, a busca por fontes de energia limpas, renováveis e vantajosas economicamente, ganha destaque nos dias atuais. Neste aspecto, a energia nuclear surge como uma alternativa viável, embora haja discussões e controvérsias em torno da sua utilização.

Os núcleos atômicos são constituídos basicamente por dois tipos de partículas: os prótons, partículas com carga elétrica positiva; e os nêutrons, partículas desprovidas de carga elétrica. Dentro do núcleo, ocorrem constantes repulsões entre os prótons, já que eles possuem cargas elétricas iguais. Assim, chama-se de energia nuclear a energia capaz de equilibrar estas repulsões, deixando as partículas nucleares ligadas e tornando possível a existência de um sistema balanceado.

Com descoberta da energia nuclear, um dos primeiros desafios da ciência foi obter meios de utilizá-la. Hoje, pode-se aproveitá-la com base nos processos de fissão e fusão nuclear. O primeiro método diz respeito à divisão do núcleo atômico de um determinado elemento químico em dois ou mais núcleos menores; o segundo, à união de no mínimo dois núcleos atômicos, a fim de gerar um único núcleo.

A aplicação principal desta energia é baseada na fissão do urânio. Na maioria das usinas nucleares, a energia obtida com o rompimento dos núcleos produz energia elétrica. Um fator positivo desse processo é que ele dispensa o uso de combustíveis fósseis, não poluindo, portanto, a atmosfera. Além disso, de maneira geral, a nuclear é uma forma de energia rentável pelo fato de gerar quantidades grandes, utilizando pouco espaço. O número de usinas nucleares tem crescido bastante. No Brasil, há as usinas Angra I e Angra II, que juntas correspondem a 3% do consumo de eletricidade no país.

Ainda que os processos nucleares sejam eficazes na produção de energia, muitos são os riscos trazidos por eles. Ambientalistas alertam sobre os perigos trazidos pelo lixo nuclear gerado, extremamente tóxico ao meio ambiente e à saúde das pessoas em razão da radioatividade que emite. O risco de que ocorram novos acidentes também é preocupante, sobretudo em face do histórico relacionado às usinas nucleares, marcado por dois acidentes catastróficos: o de Three Mile Island (EUA) e o de Chernobil (Ucrânia), os quais causaram milhares de mortes e impactos ambientais profundos.

É importe salientar ainda que o conhecimento das reações nucleares propiciou a implementação das bombas atômicas. Estas destruíram Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial, matando mais de 100 mil pessoas e muitas outras nos anos seguintes em decorrência da radioatividade.

Fonte: http://www.portaltosabendo.com.br/index.php/atualidades/visualizar/energia-nuclear-vantagens-e-riscos

BIOCOMBUSTÍVEIS02/06/2008
Os Biocombustíveis são fontes de energias renováveis que podem ser obtidas através de materiais biológicos como a cana-de-açúcar, biomassa, plantas oleaginosas e muitos outros. Em razão dos danos ambientais causados pelos combustíveis fósseis (petróleo, derivados, carvão e gás natural) e do possível esgotamento do petróleo, torna-se uma questão substancial desenvolver energias renováveis e mais limpas.



O último relatório divulgado pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) ratificou a gravidade do problema climático enfrentado pelo planeta. A emissão de gases poluentes (CO2, CH4, N2O...) à atmosfera, advindos da queima de combustíveis fósseis, vem contribuindo para o aumento da temperatura média terrestre (Aquecimento Global) o que pode acarretar grandes impactos ao planeta, como a perda da biodiversidade, o derretimento das geleiras e a escassez de alimentos. Portanto, a busca de uma saída compatível economicamente com a situação atual traz à tona a substituição dos combustíveis fósseis pelos biocombustíveis e outras fontes renováveis.

CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS BIOCOMBUSTÍVEIS

Os exemplos mais comuns de biocombustíveis são: o etanol, o biodiesel, a biomassa, o metanol e o biogás. Vejamos um pouco sobre eles:

Etanol

O etanol ou álcool etílico é obtido principalmente da cana-de-açúcar e a sua utilização tem o intuito de substituir a gasolina. O Brasil destaca-se mundialmente como pioneiro na implantação de etanol na sua matriz energética, sendo hoje o maior produtor, consumidor e exportador deste biocombustível. Em torno de 73% dos veículos vendidos no nosso território aceitam tanto gasolina quanto álcool (automóveis bicombustíveis).

Despertando o interesse mundial, o etanol se mostra uma alternativa vantajosa em relação à gasolina e ao diesel, uma vez que o gás carbônico (CO2) liberado na sua queima é reabsorvido pelo canavial, diminuindo, pois, a poluição atmosférica. Entretanto, esta alternativa possui fatores negativos, pois pode induzir a monocultura da cana-de-açúcar, isto é, um vasto plantio de um único vegetal, o que implica perda de diversidade, desgaste do solo, além do risco de uma praga ou doença prejudicarem intensamente a produção.

Biodiesel

O biodiesel é um biocombustível originado de matérias-primas como a soja, o pinhão-manso, a mamona, o dendê, o girassol e a macaúba. Desenvolvido com intuito de substituir o diesel do petróleo, ele pode ser misturado a este normalmente, funciona como lubrificante (aumentando a resistência do motor) e não possui enxofre em sua composição. Além disso, é menos poluente, mais econômico e estimula a geração de empregos.

No Brasil, a implantação do biodiesel ocorreu no final do ano de 2004 de acordo com lançamento oficial do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Desde o ano passado, é obrigatória a inserção de 2% de biodiesel no diesel comum e aditivado. Em 2013, esta porcentagem atingirá 5%.

Biomassa

Classifica-se como biomassa a energia renovável proveniente de qualquer material orgânico. Dessa maneira, restos de madeira, de cana-de-açúcar, óleo vegetal, estrume do gado, resíduos florestas, lixo urbano são exemplos de biomassa. A biomassa é uma energia limpa, pode ser utilizada na geração de energia elétrica através do bagaço da cana, diminui o lixo, pois este também poderá ser usado na produção de energia e possui menor custo, sendo acessível a populações de baixas rendas. No Brasil, a biomassa responde pela parcela de 30,1% da matriz energética.

Biogás

O biogás consiste numa mistura de gases, sobretudo o metano, gerada pela ação de bactérias na decomposição da matéria orgânica. Ele pode ter como fontes os excrementos de animais ou resíduos agrícolas. A utilização desta energia limpa e barata abrange diversas áreas, podendo atuar em geradores, em aquecedores de água, geladeiras, fogões, na substituição do gás liquefeito do petróleo e em outros.
Fonte:
http://www.portaltosabendo.com.br/index.php/atualidades/visualizar/biocombustiveis
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DEGRADAÇÃO DOS SOLOS

Ocorre a partir de processos naturais, mas é, na maioria dos casos, agravada pela ação antrópica, como é o caso da erosão, acelerada pela utilização de formas inadequadas de plantio, que resulta no esgotamento do solo. O processo erosivo desencadeado pelo escoamento de água na superfície, provoca a formação de voçorocas, sulcos profundos na terra, também agravados pela alteração da cobertura natural do solo.

Um outro fenômeno de degradação é a laterização, típica dos latossolos, caracterizada pela formação de uma crosta dura de ferrugem (laterita, canga ou lepra pedológica), a partir da concentração de hidróxido de ferro e alumínio no solo e da sua lixiviação.

O processo de lixiviação, lavagem do solo pelas águas das chuvas, que arrastam os nutrientes ou os fazem penetrar no subsolo, também é intensificado com o desmatamento, que torna o solo mais exposto. Diversos outros fenômenos, como o deslizamento de encostas e o assoreamento dos rios, também revelam os efeitos catastróficos da ação antrópica sobre o ambiente. Fonte: http://www.portaltosabendo.com.br/index.php/assuntos_quentes/visualizar/solos_tipos_classificacao_e_degradacao.wsa

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