ALGUMAS DÚVIDAS RECORRENTES DE PORTUGUÊS...
Devem fazer ou devem fazerem?
Nas locuções verbais, a concordância verbal se dá flexionando apenas o verbo auxiliar (dever), e não o principal (fazer). O correto, portanto, é “devem fazer”.
Eu colôro ou coloro?
O verbo colorir é classificado como defectivo, isto é, não é possível conjugá-lo em todos os tempos verbais. No presente do indicativo, tempo em questão, ele não admite a conjugação da primeira pessoa do singular. Dessa maneira, nenhuma das duas formas está correta, pois a conjugação começa a partir da segunda pessoa: tu colores, ele colore, nós colorimos, vós coloris, eles colorem.
Duzentos ou duzentas gramas de carne?
Quando a palavra “grama” diz respeito à unidade de medida de massa, ela é um substantivo masculino, portanto deve-se escrever “duzentos gramas de carne”. Existe também a palavra “grama” que significa planta, vegetal; nesse caso, ela é um substantivo feminino.
Qual o plural de guarda-chuva?
O plural dos substantivos compostos formados pela seqüência verbo mais substantivo consiste em flexionar apenas o substantivo (nesse caso, chuva); o verbo permanece no singular (guarda). Assim, a forma plural desse substantivo composto é “guarda-chuvas”. O mesmo ocorre com “beija-flores”, “pára-raios”, “pica-paus”...
O correto, quando se envia um comunicado a alguém, é colocar: à João Carlos dos Santos, quanto ao uso da crase?
Nesse caso, o uso da crase é incorreto, pois palavras masculinas não admitem o choque entre a preposição e o artigo “a”, caso principal de crase. Porém, são aceitas duas formas quanto a essa questão: poderia ser “A João Carlos” ou “Ao João Carlos”. Perceba que na segunda construção ocorre o choque entre a preposição “a” e o artigo “o”, implicando “ao”. Se fosse uma palavra feminina, haveria crase, a qual também seria facultativa.
Ratificar ou retificar?
Esses dois verbos, embora parecidos, possuem significados diferentes. Enquanto “ratificar” é o mesmo que validar, confirmar, autenticar, “retificar” é o mesmo que tornar reto, corrigir, pôr em linha reta. Esses vocábulos que possuem pronúncias e grafias parecidas, mas significação diferente, são chamados de parônimos.
Mais de um fez ou fizeram o trabalho?
Quando a expressão “mais de um” funciona como sujeito, o verbo deve permanecer no singular. Assim, o certo é “Mais de um fez o trabalho”. É possível, todavia, que o verbo seja flexionado se houver a idéia de reciprocidade. Ex: Mais de um aluno atacaram-se no colégio.
Namorar alguém ou namorar com alguém?
A regência do verbo “namorar”, embora empregada, no cotidiano, muitas vezes de maneira errônea, exige complemento sem preposição; por conseguinte, o correto é namorar alguém. Ex: A menina namora Vinicius; Juliana namorou vários homens.
Qual o primeiro passo para desenvolver uma boa redação?
O primeiro passo é estar embasado a respeito do tema a ser dissertado. Por isso, é essencial entender a proposta temática, obtendo dela o maior proveito possível. Em seguida, fazendo uma básica delimitação sobre o assunto, tem-se que organizar o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão, a fim de que seja clara a mensagem que se quer passar com o texto. Faz-se necessário, portanto, dominar um pouco da língua portuguesa (Acentuação, ortografia, concordância, regência...) e os recursos de coesão e coerência textual.
Qual é o certo pagado ou pago?
Para verbos que possuem dois particípios, como pagar (pago e pagado), utiliza-se a seguinte regra: quando acompanhados dos verbos auxiliares ter ou haver, usamos a terminação “ado” ou “ido”; se vierem acompanhados dos auxiliares ser ou estar, usa-se a forma irregular. Assim, o correto é “se eu tivesse pagado a conta...” ou “se a conta fosse paga...”.
A frase “agente sai” está correta?
A expressão “a gente” no sentido de “nós” é comumente grafada de maneira errônea, confundindo-se com o substantivo “agente” (aquele que age). Se a construção em questão equivaler a “nós saímos”, o correto é “A GENTE SAI”.
A palavra menos existe no feminino? Se existe, como usamos?
O termo menos em todas as suas aplicações (advérbio, pronome indefinido, substantivo, locução conjuntiva, preposição) permanece invariável. Assim, o correto é dizer: “Havia menos alunos na sala”; “Havia menos alunas na sala”.
Entre eu e você ou entre mim e você?
O correto é “entre mim e você”, pois depois de preposição (nesse caso “entre”) se emprega o pronome oblíquo tônico. Só não se deve usar o pronome oblíquo tônico após preposição, se em seguida houver um verbo no infinitivo. Veja: Essa carta é para mim. Essa carta é para eu ler.
Moro nessa ou nesta cidade?
A palavra "neste" (assim como este, deste, etc.), indica proximidade física ou geográfica com a coisa a que se faz referência, enquanto o termo nesse (assim como esse, desse, etc.) marca o distanciamento da coisa ou da ação a que se refere. Desta maneira, se o sujeito estiver falando da cidade em que se encontra, o correto é falar “NESTA cidade”, ao passo que se quiser fazer menção a uma outra cidade, fisicamente distante, deverá falar “NESSA cidade”.
"Ao encontro de" ou "de encontro a" ?
Apesar de serem parecidas, as duas expressões possuem significados quase opostos. A expressão ”de encontro a“ significa contra, no sentido contrário. “Ao encontro de”, por sua vez, significa em favor de, na direção de.
Pôr ou Por?
"Pôr" (assim mesmo com acento) é Verbo ou Substantivo. Ex: Devo pôr os livros nas estantes; convidei-a para assistir ao mais belo pôr-do-sol. "Por", sem acento, é uma Preposição. Ex: Vou andar por aí...
Valho ou valo?
O verbo valer apresenta uma irregularidade na primeira pessoa do Presente do Indicativo. O correto é EU VALHO. As demais pessoas seguem o padrão da regularidade: tu vales, ele vale, nós valemos, vós valeis, eles valem.
Diferença entre está e estar?
“Está” é a terceira pessoa do singular do presente do indicativo(verbo estar). Ele é utilizado junto ao sujeito da oração. “Estar” é o infinitivo do verbo e utilizado junto a outros verbos. Veja exemplos: João "está" dormindo. Eu queria "estar" com você.
Foi eu quem fez / Fui eu quem fiz / Fui eu quem fez?
Existem duas possibilidades para a concordância verbal utilizando quem e que. Se o sujeito for constituído pelo pronome relativo “que”, o verbo concorda com o antecedente desse pronome. Assim, o certo é “fui eu que fiz” ou “foi ele que fez”. Perceba que fiz concorda com eu (antecedente) e fez concorda com ele (antecedente). Se o sujeito for constituído pelo pronome relativo “quem”, o verbo sempre tem que ir para terceira pessoa do singular. Assim, o correto é “fui eu quem fez” ou “foi ele quem fez”. Nesse caso, o verbo fazer manteve-se na terceira pessoa do singular (fez).
Qual a diferença entre VIAGEM e VIAJEM?
Viagem (com g) é um substantivo que caracteriza o fato de ir a algum lugar, em si, viajar. Mas, viajem (com j) é o ato de alguém viajar, ou seja, uma forma verbal, e não a própria viagem. Veja a frase: Não quero que eles "viajem" logo, todavia, desejo-lhes uma boa "viagem".
Nos ajudem ou nos ajude?
Depende da quantidade de pessoas que vão ajudar. Se você estiver pedindo ajuda a uma pessoa, você deve dizer nos ajude. Se você quiser a ajuda de duas ou mais pessoas, entretanto, o correto é nos ajudem. Nesse caso, quem vai ajudar é o sujeito da oração, pois pratica a ação de ajudar. Portanto, o verbo deve concordar com este.
Gostaria de saber se redigir uma redação em letra de forma é correto?
Sim, mas é necessário que você diferencie claramente as letras maiúsculas das minúsculas, a fim de não reste nenhuma dúvida quanto à sua ortografia.
Gostaria de saber se é correto escrever descriminar ou discriminar?
Todas as duas formas estão corretas a depender do sentido que você queira expressar. Discriminar é o ato de separar, diferenciar, julgar, discernir. Descriminar é o ato de absolver alguém de algum crime, tirar a culpa.
Fiz uma prova para o mercado de trabalho e minha dúvida é como se escreve: censo com c ou senso com s?
Depende do sentido que você queira expressar. Censo (com c) é aquela pesquisa realizada para obter informações gerais da população. Senso (com s) é um substantivo que significa: juízo, prudência, sisudez...
A palavra certa é DIFRENTE OU DEFRONTE?
A grafia correta dessa palavra é defronte. Esse advérbio consiste na fusão de “de + fronte” e significa em frente, diante, em face...
A palavra ASSESSÓRIO existe?
Sim. Assessório, escrito com ss no início, é um adjetivo relativo ao verbo assessorar. Porém, acessório, escrito com c, tem outro significado. Essa segunda forma (acessório), deriva do latim accessoriu e significa ferramenta, coisa adicional, secundária... Assim, ocorre também com todas as outras formas que tenha significados parecidos. Por exemplo, assessor é escrito com dois “ss” no início, porque está se referindo ao ato de assessorar.
O correto é: Meu Óculos/ Meus Óculos?
Meus óculos, sempre. A palavra óculos só deve ser empregada no plural, assim como todas as palavras que se articularem com ela. Comprei os óculos que te falei; Vi uns óculos bonitos...
Tenho dúvidas entre objeto indireto e adjunto adnominal?
O objeto indireto tem a função de complementar o verbo, que no caso é transitivo indireto. Esse tipo de verbo necessita, obrigatoriamente, de uma preposição. Exemplo: Ele necessita de dinheiro. (O verbo necessitar é transitivo indireto, por isso a preposição de no objeto indireto). Por outro lado, o adjunto adnominal tem a função de qualificar o substantivo, podendo ou não ser preposicionado. Exemplo: Todos se encantaram com a boa vontade do chefe. (nesse caso, do chefe é o adjunto adnominal que qualifica o nome vontade).
Quando podemos usar o porque e por que, junto e o separado?
O porque (junto e sem acento) é uma conjunção explicativa ou causal e equivale a pois. Exemplo: Eu não fui à aula porque (pois) estava doente. O por que (separado e sem acento) é utilizado nas perguntas interrogativas diretas ou indiretas. Exemplos: Por que você não foi? Gostaria de saber por que você não veio. Além desses, existe o porquê (junto com acento) que equivale a motivo, causa ou razão. Exemplo: Você acha que sabe o porquê (a razão) de tudo. E também, o por quê (separado com acento) que é utilizado no final das interrogativas. Exemplo: Você não veio por quê?
Fonte:
http://www.portaltosabendo.com.br/index.php/portugues_com_portugal.wsa
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